Primeira edição do ano de 2012, um ano em que iremos às urnas para as eleições municipais depositar nossas esperanças e porque não dizer nossa confiança em algum candidato que deverá ser nosso porta-voz, e assim defender nossos direitos e deveres por mais quatro anos.
Ou seja, iremos eleger pessoas que irão governar, zelar, cuidar, projetar, edificar, proteger, planejar e também manter a ordem e a segurança de nossa cidade até o final de 2016.
Pare um instante e reflita o quão longínquo pode ser esse período de quatro anos, se comparado a fração de segundos em que levamos para efetuar nosso voto.
Refletindo um pouco mais, analise as conseqüências que estamos assumindo para o coletivo municipal com esse simples ato.
O voto é uma ferramenta preciosa que nos é imposta de maneira obrigatória – afinal somo obrigados a votar – e assim viver uma democracia planejada a oferecer métodos de “conscientização popular” onde se enfatiza o valor do voto, mas não ensina as pessoas a pensarem sobre o mesmo.
Muito menos o desenvolvimento de uma ação coletiva popular para acompanhamento de seu candidato após os períodos de eleições.
Simples – de maneira generalizada - você elege seu representante e depois não acompanha suas ações, seus projetos, suas reivindicações para o bem comum, seu relacionamento com as demais siglas partidárias e principalmente se seu Plano de Governo está sendo realizado.
Existe um fator importante a destacarmos antes mesmo de uma “campanha” de voto consciente.
Plano de Governo.
Sim, um candidato deverá ter na “ponta da língua” ao pedir seu voto, um projeto detalhado de suas ações para os próximos quatro anos – caso eleito –.
Se não tiver, saia correndo, ou melhor, escolha outro candidato!
Um projeto detalhado irá fornecer a você eleitor informações necessárias sobre a visão/ponto-de-vista do candidato e também as reais intenções para o bairro onde você mora e obviamente para sua cidade.
Desde homenagens póstumas com nomes de ruas, passando por ações de cidadania, planejamento de verbas para construção de obras, projetos de resgate e preservação da cultura municipal, passando questões sócio-econômicas e de segurança pública, um bom candidato terá idéias claras e viáveis para toda sociedade.
Lembrando que um bom candidato não é composto necessariamente apenas por promessas vazias, afinal o tempo do “fio-de-bigode” já passou, e muitas promessas feitas verbalmente não se cumprem depois das eleições.
Faça sua parte.
Antes de votar, peça o Plano de Governo.
Depois das eleições, fiscalize seu candidato – caso eleito -, afinal vivemos numa democracia e isso é um direito seu, mesmo que imposto através de uma obrigatoriedade.
Publicado no Jornal de Nova Odessa - 03.01.12

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